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18/05/2006 23:59
"Será possível que você ainda me ame?"(Carla Bruni) - eu pergunto: como foi que você começou a me amar??? Que bom...
No meio de tanta aridez, alguém volta. Volta lá do Sul pra me abrir as janelas, pra me sacudir. "Ei, você lembra, mocinha, lembra?". Meu coração se agita, ele lembra. Lembra que muita coisa passou, mas esse sentimento tão transcendente continua. Continua em palavras doces, continua na saudade boa de coisas boas, continua nessa história romanceada que a gente escreve. Onde o mocinho virou vilão e o sujeito pouco provável continua ali, com seu ar de galã não reconhecido. Se a gente fosse um filme, seríamos "Casablanca". Se a gente fosse uma música, seríamos "É isso aí". Se a gente fosse uma escola de psicologia, seríamos a Gestalt. Se a gente estivesse perto, talvez tivesse dado certo. Na verdade, a gente dá certo, porque, por mais que ninguém entenda, a gente ainda é "a gente". Isso acabou com meu pseudo-namoro (e com a auto-estima daquele idiota). Porque ser entendido de verdade não é uma coisa tão fácil quanto parece. Ser entendido e ainda assim ser amado é muito mais difícil. Queria ser louca e ir embora, ir pra perto. Mas e a faculdade, e a minha mãe, e meus amigos, e meus cachorros, e meus gatos??? Minhas raízes me prendem. Meu coração, porém, flutua. E vai... Vai pra perto quando pode, abre espaço na correria, abre caminhos onde não existe sequer chão. A esperança volta, sempre que eu fico assim. Volto a ter fé. Volto a sonhar. Não me importa se é rídiculo, não me importa o que pensam. Só me importa que eu sinto, e que às vezes, bobagem, um e-mail me deixa tão mais feliz...
enviada por Mah
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